domingo, 10 de fevereiro de 2013

Manhã atenuada com tons mortos, o próprio cheiro da morte estava presente.
Nada mais normal para um cemitério. Porém este parecia estar situado numa ruptura,
entre o belo e o perfeito, não há de se explicar.
Adentrou sem motivos num emaranhado. Folhas secas, galhos crescentes.
Alguém está correndo em sua direção. Correu sem exitar, correu sem olhar a quem,
apenas correu. E por um breve momento teve a sensação que ali atras era seu pai
quem exalava medos e ruidos, tentando proteger a cria.
Uma amiga.  O suposto pai na verdade era uma velha amiga, dessas de colegial.
Ela escapava e escapava. Não interessado em conhecer o objeto do qual fugia,
continuou correndo.
Uma luz transpassava por uma árvore ao longe, nesta muitas flores, a cor trouxe conforto
e amenizou o medo. Depois da luz, uma ladeira, e ali uma estrada.
Carros passavam a todo minuto. Criaturas disfarçadas de solução.
Ao aproximar-se da estrada e então dos carros, estes mostraram-se então monstros.
Corriam rapidamente e criavam uma falsa ilusão.
Mesmo contra a vontade, a face do mal olhou na minha.
Extremamente altos. Pescoço grande, face humana, mas lembrava perfeitamente
o rosto de um cão. Curvavam-se totalmente para andar. Pareciam tábuas de passar
gigantes andando. Com ar de superioridade nos observavam, olhamos para as duas
direções da estrada e não havia continuação, apenas luz.
É vergonhoso mas nao consegui prosseguir.
Acordei.

Fim de ato



Nenhum comentário:

Postar um comentário