quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Tudo o que eu temia ficou para trás: o meu tempo. Estou amadurecendo, como os adultos costumam me dizer; certa vez, com 13 anos de idade, eu e um amigo de infância juramos um ao outro que nunca cresceríamos, assim como nunca deixaríamos um ao outro. Promessas em vão, a última delas, foi a primeira a se concretizar ao negativo, e a primeira, segue agora.
Que saudades da inocência suja, de viver para um mundo que só eu conhecia; agora, sou forçado à conhecer cada dia mais o mundo insignificante no qual eu insistentemente vivo. Neste, se quase tudo é possível, pouco é permitido. 


Às vezes falta-me alguma coisa na vida, não sei o que é, não quero descobrir. Logo, me vejo sem nexo em um mundo feito sob medidas para pessoas fortes, vitoriosas, sedentas e bonitas. Sedentas do que? Nem eu sei, só sei que não faço parte disso. Jamais pedi pra fazer parte dessa artimanha sem futuro.  Quando era criança costumava pensar em um menino que dormiu e não mais acordou, e sonhava a minha vida, eu sendo sua criação, e ele poderia acordar a qualquer momento e eu seria desinventado. Talvez seja verdade e até hoje o tal menino não acordou, vive em lamentável estado para que eu possa viver aqui, num subconsciente perdido.




♪ I still care ←


Acredito que existam coisas imensuráveis relacionadas a você. Mesmo passando essa imagem indecifrável de sempre. Eu invento as coisas do meu modo, as crio, eu descubro, e assim são: minhas.
E você aparece nos meus sonhos, não lembro o que sonhei, apenas em você e um beijo, não consigo imaginar, mas foi bom.  Talvez eu não queira lembrar. Queira arder na memória eterna de um suave beijo que eu sempre desejei.
Me enxerga diferente, eu não vejo isso, eu sinto, eu sei; tenta comunicação, não com a sua voz, nem com gestos, mas com esses olhos negros indiferentes, como se fossem secar a qualquer momento por falta de um aval dos meus.
Há tempos não sentia essa sensação, aquela que você sente quando o seu eu desperta curiosidade alheia e ao mesmo tempo isso te excita criando um sentimento único entre você e seu ego, mas que ao contrário da normalidade, então se faz real, pois poderá existir coragem. Me senti um adolescente de 15 anos, descobrindo o instigante diverso.