Tudo o que eu temia ficou para trás: o meu tempo. Estou amadurecendo, como os adultos costumam me dizer; certa vez, com 13 anos de idade, eu e um amigo de infância juramos um ao outro que nunca cresceríamos, assim como nunca deixaríamos um ao outro. Promessas em vão, a última delas, foi a primeira a se concretizar ao negativo, e a primeira, segue agora.
Que saudades da inocência suja, de viver para um mundo que só eu conhecia; agora, sou forçado à conhecer cada dia mais o mundo insignificante no qual eu insistentemente vivo. Neste, se quase tudo é possível, pouco é permitido.


