domingo, 10 de fevereiro de 2013

Manhã atenuada com tons mortos, o próprio cheiro da morte estava presente.
Nada mais normal para um cemitério. Porém este parecia estar situado numa ruptura,
entre o belo e o perfeito, não há de se explicar.
Adentrou sem motivos num emaranhado. Folhas secas, galhos crescentes.
Alguém está correndo em sua direção. Correu sem exitar, correu sem olhar a quem,
apenas correu. E por um breve momento teve a sensação que ali atras era seu pai
quem exalava medos e ruidos, tentando proteger a cria.
Uma amiga.  O suposto pai na verdade era uma velha amiga, dessas de colegial.
Ela escapava e escapava. Não interessado em conhecer o objeto do qual fugia,
continuou correndo.
Uma luz transpassava por uma árvore ao longe, nesta muitas flores, a cor trouxe conforto
e amenizou o medo. Depois da luz, uma ladeira, e ali uma estrada.
Carros passavam a todo minuto. Criaturas disfarçadas de solução.
Ao aproximar-se da estrada e então dos carros, estes mostraram-se então monstros.
Corriam rapidamente e criavam uma falsa ilusão.
Mesmo contra a vontade, a face do mal olhou na minha.
Extremamente altos. Pescoço grande, face humana, mas lembrava perfeitamente
o rosto de um cão. Curvavam-se totalmente para andar. Pareciam tábuas de passar
gigantes andando. Com ar de superioridade nos observavam, olhamos para as duas
direções da estrada e não havia continuação, apenas luz.
É vergonhoso mas nao consegui prosseguir.
Acordei.

Fim de ato



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

ELA SOLTAVA UM PEQUENO GRITO CADA VEZ QUE BOCEJAVA, O SOFRIMENTO QUE ATÉ ENTÃO DECIDIU NÃO SOFRER, TRANSBORDAVA INVOLUNTÁRIAMENTE PARA O EXTERNO. A IMAGEM FORTE, OUSADA E ESTUPIDA QUE ELA MOSTRAVA CAÍA AO CHÃO QUANDO SOZINHA EM SEU QUARTO. CERTA VEZ CHOROU TANTO, QUE JÁ NÃO HAVIAM MAIS LÁGRIMAS , CHORAVA ENTÃO UMA TRISTEZA INVISIVEL.
NÃO TINHA MEDO DA MORTE, MAS CONSTANTEMENTE PERGUNTAVA-SE O QUE EXISTIRIA DEPOIS DESTA, SUPONDO VÁRIOS ÍTENS, ENTRE ELES O FIM IMEDIATO, SEM DIREITO ÀS CONDENAÇÕES DOS DEUSES.



SENTIU-SE MUITO FELIZ QUANDO DESCOBRIU A RECIPROCIDADE DE UM DESEJO, MAS SENTIA UMA TREMENDA ANGUSTIA, O TEMPO NAO PASSAVA

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Jeans azul, camisa branca
Entrou na sala
Você sabe que fez os meus olhos queimarem
Era como James Dean, com certeza
Você é tão puro como a morte
E doentio como câncer ♪



Eu estava esperando algo puro com um cabelo dourado. Braços cheios de braceletes, e fumaça no ar.
 
 

terça-feira, 21 de agosto de 2012