Manhã atenuada com tons mortos, o próprio cheiro da morte estava presente.
Nada mais normal para um cemitério. Porém este parecia estar situado numa ruptura,
entre o belo e o perfeito, não há de se explicar.
Adentrou sem motivos num emaranhado. Folhas secas, galhos crescentes.
Alguém está correndo em sua direção. Correu sem exitar, correu sem olhar a quem,
apenas correu. E por um breve momento teve a sensação que ali atras era seu pai
quem exalava medos e ruidos, tentando proteger a cria.
Uma amiga. O suposto pai na verdade era uma velha amiga, dessas de colegial.
Ela escapava e escapava. Não interessado em conhecer o objeto do qual fugia,
continuou correndo.
Uma luz transpassava por uma árvore ao longe, nesta muitas flores, a cor trouxe conforto
e amenizou o medo. Depois da luz, uma ladeira, e ali uma estrada.
Carros passavam a todo minuto. Criaturas disfarçadas de solução.
Ao aproximar-se da estrada e então dos carros, estes mostraram-se então monstros.
Corriam rapidamente e criavam uma falsa ilusão.
Mesmo contra a vontade, a face do mal olhou na minha.
Extremamente altos. Pescoço grande, face humana, mas lembrava perfeitamente
o rosto de um cão. Curvavam-se totalmente para andar. Pareciam tábuas de passar
gigantes andando. Com ar de superioridade nos observavam, olhamos para as duas
direções da estrada e não havia continuação, apenas luz.
É vergonhoso mas nao consegui prosseguir.
Acordei.
Fim de ato
Estrela de um Céu Nublado
Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
ELA SOLTAVA UM PEQUENO GRITO CADA VEZ QUE BOCEJAVA, O SOFRIMENTO QUE ATÉ ENTÃO DECIDIU NÃO SOFRER, TRANSBORDAVA INVOLUNTÁRIAMENTE PARA O EXTERNO. A IMAGEM FORTE, OUSADA E ESTUPIDA QUE ELA MOSTRAVA CAÍA AO CHÃO QUANDO SOZINHA EM SEU QUARTO. CERTA VEZ CHOROU TANTO, QUE JÁ NÃO HAVIAM MAIS LÁGRIMAS , CHORAVA ENTÃO UMA TRISTEZA INVISIVEL.
NÃO TINHA MEDO DA MORTE, MAS CONSTANTEMENTE PERGUNTAVA-SE O QUE EXISTIRIA DEPOIS DESTA, SUPONDO VÁRIOS ÍTENS, ENTRE ELES O FIM IMEDIATO, SEM DIREITO ÀS CONDENAÇÕES DOS DEUSES.
SENTIU-SE MUITO FELIZ QUANDO DESCOBRIU A RECIPROCIDADE DE UM DESEJO, MAS SENTIA UMA TREMENDA ANGUSTIA, O TEMPO NAO PASSAVA
NÃO TINHA MEDO DA MORTE, MAS CONSTANTEMENTE PERGUNTAVA-SE O QUE EXISTIRIA DEPOIS DESTA, SUPONDO VÁRIOS ÍTENS, ENTRE ELES O FIM IMEDIATO, SEM DIREITO ÀS CONDENAÇÕES DOS DEUSES.
SENTIU-SE MUITO FELIZ QUANDO DESCOBRIU A RECIPROCIDADE DE UM DESEJO, MAS SENTIA UMA TREMENDA ANGUSTIA, O TEMPO NAO PASSAVA
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
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